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Sábado, Agosto 29, 2009
 

 








Kibesteira



Certo dia, na década de noventa, quando eu estudava na oitava série do
Colégio Militar, um amigo me pediu para que eu trouxesse um quibe para
ele da cantina durante o intervalo entre duas aulas. Como também compraria
o meu quibe durante os escassos cinco minutos de intervalos, concordei
em atender ao seu pedido.

Cantinas de colégios são notórias pelas constantes filas que os alunos enfrentam
quando vão comprar um lanche durante o recreio. No meu colégio não era diferente.
Por isso, preferia ir à cantina durante os intervalos menores, via de regra,
menos movimentados.
Por uma coincidência da natureza, a cantina estava lotada justamente neste dia
em que estava incumbido de comer o meu quibe e levar o outro para meu amigo.
Minha estatura pequena fazia com que eu sumisse da visão dos atendentes da
cantina e, assim, levei quase cinco minutos para comprar o bendito lanche.

Comendo o meu quibe e segurando o outro pelo qual meu colega aguardava,
eu subia a rampa que levava ao pavilhão onde minha sala de aula se localizava.
Ao chegar ao corredor, a sala já estava próxima e eu já havia acabado de
devorar meu quibe. Só restava entregar o lanche ao meu amigo.

Enquanto eu me dirigia à sala de aula, lembrei-me de que a próxima aula era
a de um professor que, apesar de ser legal, costumava sacanear os alunos
amistosamente. Imaginei o que ele diria quando presenciasse um aluno chegando
atrasado em uma sala de aula lotada trazendo consigo um quibe na mão.
Estava a uns cinco metros da porta da sala quando, receoso pela gozação
do professor, tomei uma decisão “brilhante”: Guardar o quibe no
bolso da calça e entregá-lo depois ao meu amigo.

O professor ainda escrevia a matéria no quadro-negro e, ao menos, não
fui barrado da aula pelo atraso de dois minutos. Enquanto sentava na
minha carteira, meu amigo lançou um olhar curioso ao perceber que
não trazia quibe nenhum comigo.


- Não comprou o quibe não? – perguntou.

- Claro que trouxe! – Respondi despreocupado.










Enfiei a mão no bolso e retirei o quibe envolvido em um guardanapo.
Vários pedaços de carne moída espalharam-se pelo chão. Outros colegas
olhavam estupefatos a reação de meu amigo ao notar o quibe esmigalhado
em sua mão. Um dos colegas juntou umas migalhas de quibe do chão e
atirou para cima de outro. Este devolveu, acertando um terceiro aluno.
Em segundos, instalou-se uma guerra de migalhas de quibe. Sorte que
o professor, concentrado em redigir no quadro-negro a matéria, nada percebeu.

Kibesteira que fiz!




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TOP PANANANANANANA AGO/09



1 - I gotta feelin - BLACK EYED PEAS ( - )

2 - Pessoal particular - SEU JORGE ( - )

3 - Love story - TAYLOR SWIFT ( 1 )

4 - Give to me - ALEXA ( - )

5 - Favorita - MC MARICNHO ( - )

6 - Beautiful - AKON ( 2 )

7 - O que se leva da vida - TULIO DEK e PAULO MIKOS ( - )

8 - Rainha - MC ROMEU ( - )

9 - Dead and gone - TI e JUSTIN TIMBERLAKE ( 6 )

10 - Fly - JAROULE e WANESSA CAMARGO ( - )

11 - Quarenta graus - MC BRUNINHA ( - )

12 - Viva la vida - COLDPLAY ( 7 )

13 - Forever - CHRIS BROWN ( - )

14 - Princesa - MC MARCINHO ( - )

15 - Me encontra - CHARLIE BROWN JR ( - )

16 - Boom boom pow - BLACK EYED PEAS ( - )

17 - Day and night - KID CURI ( - )



Quinta-feira, Agosto 13, 2009
 

 









LOTERIA ESPORTIVA





Havia uma época em que eu apostava toda semana na loteria esportiva, na tentativa de conseguir acertar
os resultados dos treze jogos contidos no volante. E era sempre um fracasso constante. Apostava no
Flamengo vencendo o Criciúma, no Rio de Janeiro. Vitória do Criciúma. Acreditava em empate naqueles
jogos de times pequenos da segunda divisão do campeonato paulista. Para contrariar, um deles sapecava
goleadas acachapantes sobre o outro. Talvez eu tenha obtido como melhor desempenho um total de
singelos seis pontos.

Certo fim de semana, preenchi um volante cujos resultados das partidas eram presumíveis. Não inventei,
evitando apostar em qualquer tipo zebra. Com o decorrer da rodada fui acertando os jogos e, quando percebi,
havia marcado doze pontos. Apenas um jogo do Bahia contra algum outro time de mesmo porte estava
terminando. Eu havia apostado no empate, mas aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo a equipe baiana
conseguiu a vitória.

Empolgado, logo espalhei a notícia para meus pais e minha avó, que estavam na sala assistindo às partidas.
Apesar de não ter carimbado os treze pontos, estava ansioso. Afinal, após anos tentando, era a primeira vez
que ganhava a loteria esportiva. Procurei pelo volante na estante da sala, mas não o encontrava. Percebendo
minha ansiedade, todos auxiliaram na busca do bilhete desaparecido, criando um verdadeiro alvoroço.


- Ihhhhhhhhhhhhh! Sumiu o bilhete!!!! E agora??!!! – Lamentava a minha vó, com a sua marcante interjeição de surpresa.



Fuça daqui, procura de lá e, enfim, o volante é encontrado debaixo de algumas contas localizadas na estante. Não perdi tempo.
Despedi-me da minha família e dirigi-me imediatamente à casa lotérica onde fiz a aposta do jogo. Enquanto percorria os
oitocentos metros que separavam a minha caminhada, eu especulava o leque de opções que o gordo prêmio me proporcionaria.
Chegando na casa lotérica, aguardava ansiosamente a minha vez na fila.

A senhora atrás do balcão me atendeu gentilmente e eu disse que gostaria de receber o prêmio da loteria.
Calmamente, ela analisa o volante, verifica que marquei doze dos treze pontos possíveis e me pergunta:

- O senhor quer receber o dinheiro agora?

Balancei a cabeça afirmativamente. Então, a senhora abriu uma gaveta e retirou um punhado de moedas,
conferiu a quantidade e depositou no balcão para que eu pegasse. Não acreditava. Devo ter dividido o prêmio
com metade do Brasil.

- Só isso? – Arrisquei, ainda imaginando ter havido um erro da balconista.










Ela confirmou e eu conferi o valor: R$0,67. Isto mesmo. Maior loucura para achar o volante que desapareceu e a recompensa foi pífia.
No balanço final, perdi R$0,33, pois apostei R$1,00. Guardei as moedas no bolso da bermuda e deixei a casa lotérica. Fui profundamente
atingido por uma mistura de decepção e vontade de gargalhar. A gargalhada prevaleceu e enquanto eu andava pela calçada, ria
estrondosamente sem parar, imaginando o momento que contaria a novidade lá em casa. Uma senhora bem idosa, que caminhava
tranqüilamente na minha direção, olhou assustada para mim e desviou para o canto da calçada.










Além da idosa, outras pessoas presenciaram o retorno à minha casa, provavelmente imaginando que um rapaz havia fugido de um manicômio.
A gargalhada estridente que eu soltava sugeria isso para qualquer um que não estivesse ciente do contexto em que eu me encontrava.
Em casa, todos me olhavam interrogativamente como quem perguntava: “Quanto você ganhou na loteria?”. A vontade incessante de rir
me impedia de articular as palavras decentemente tanto que só conseguia pronunciar a primeira sílaba do valor que ganhei. “Se...se....se...se...ssen....”
“Sessenta e sete centavos”, consegui disparar segundos depois, retirando do bolso da bermuda as poucas moedas que obtive. Gargalhada geral.
Principalmente em razão do enorme tempo gasto para encontrar o volante, quando se pensavam que eu houvesse ganhado vultosa quantia.



Sexta-feira, Julho 17, 2009
 

 









TROCANDO UMA IDEIA



Um rapaz homônimo do revolucionário que governou Cuba por quase meio século
se divertia em uma chopada, tradicional evento que reúne alunos de diversos cursos
de uma faculdade. Ao avistar uma garota que lhe interessava, resolveu partir para
o ataque. Apesar de não estudar naquela faculdade, preferiu fingir o contrário.


“Oi, tudo bem? Como é seu nome” - Abordou o rapaz.

A garota disse seu nome, eles se apresentaram e a conversa prosseguiu:

“Você estuda aqui?” – Perguntou o rapaz.

“Estudo. E você?”

“Também estudo. Você faz o que?” – Indagou a garota, curiosa

“Fisioterapia” – Inventou o rapaz.

“Sério?!!! Também faço!!! Qual período em que você está?” – Surpreendeu-se a menina.

“Quarto.”

“Caramba !!!!!!!! Eu também. Como nunca te vi antes?!!” – Estranhou a garota.














Nesta fração de segundos, enquanto a menina se surpreendia com a coincidência,
o homônimo revolucionário percebe que se enrolou, mas não encontra uma resposta
rápida e devolve hesitante, com o sorriso amarelado:


“É... É que eu tou mentindo.”


Independentemente da forma que foi concluída,pode-se dizer que foi uma azaração bem azarada.





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TOP PANANANANANANA JUL/09




1 - Love story - TAYLOR SWIFT ( 1 )


2 - Beautiful - AKON ( 2 )


3 - Halo- BEYONCE( 13 )


4 - Tudo é festa - MC MARCINHO ( - )


5 - Everywhere - MASTER BLASTER ( 12 )


6 - Dead and gone - TI e JUSTIN TIMBERLAKE


7 - Viva la vida - COLDPLAY ( 9 )


8 - Beijar na boca - BABADO NOVO ( - )


9 - Billy Jean - MICHAEL JACKSON ( - )


10 - Na veia - MC NALDO ( 6 )


11 - Rap da Cidade Alta - MC PIXOTE ( - )


12 - Don't stop till get enough - MICHAEL JACKSON ( 17 )


13 - Falling in love - MC FLY ( 4 )


14 - Sutilmente - SKANK ( 3 )


15 - Bailão - MC BRUNINHA ( 8 )


16 - Quica no calcanhar - MC CORINGA ( - )


17 - Live your life - TI e RHIANNA ( - )


Sexta-feira, Julho 03, 2009
 

 


DEU RÁDIO







"Diz que o Andreh Markes tá com gripe suína e todo mundo
do vidoshow tá de quarentona"




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Sábado, Junho 27, 2009
 

 








JORNAL FAMILY




Novidade do blog, com personagens conhecidos, com novos
nomes em forma de pseudônimos e algumas histórias registradas,sempre em forma de
perífrase e que, provavelmente, já viraram notícia antecipadamente.



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VUVU ZELA PELO POVO





Após o mais recente escândalo do Senado, desta vez o uso de atos secretos, por meio
dos quais não havia registro da nomeação de parentes e apadrinhados dos deputados
e senadores. Cada dia que passa, surgem histórias surreais, protagonizadas por estes
ilustres representantes do povo.











Diante disso, por que não um ato secreto popular? Experimentemos juntar alguns ingredientes
improváveis para que isto aconteça. Imagine um milhão de brasileiros se espelhando nos
protestos feitos pelos iranianos, que reivindicavam a recontagem dos votos nas eleições
presidenciais sob suspeita de fraude. Distribua a cada um deles as barulhentas vuvuzelas,
as cornetas que se tornaram o maior sucesso na Copa das Confederações, na África do Sul.
Finalmente, o carismático Joel Sanã convocado para liderar esta multidão, com seu
inusitado Joel Santanês:



- People, let’s go to Senado. This is a pouca vergonha. Use the vuvuzelas e
show a eles o que we are capazes. The president of Senado have to renunciate.










A manifestação estava prestes a acontecer, quando uma notícia inesperada modificou
completamente os planos de Joel e sua trupe. O mundo perdia o maior astro da
música pop, vitimado por um infarto às vésperas de uma nova turnê, cujos ingressos
haviam se esgotado em tempo recorde. As vuvuzelas pouco a pouco foram se calando.
Joel Santanês orientava os manifestantes brasileiros a manterem um minuto de silêncio.


Após as condolências ao ídolo americano, um grupo, surpreendentemente, iniciou ao som
das vuvuzelas uma canção que poderia ser facilmente reconhecida por todos. “Moonwalker”,
a música que imortalizou a dança deslizante mais famosa do rei do pop, influenciava cada
um que se localizava em frente ao planalto. Em pouco tempo, a canção ecoava
sincronizadamente em cada vuvuzela, reacendendo o discurso de Joel Santanês:



- President of Senado. Go out daí.










Neste momento, um senador bigodudo aparece na rampa do planalto dançando a música da
mesma forma que o saudoso astro do pop. Revoltado com a tentativa do presidente do senado
em ludibriá-las, as pessoas ali presentes transformaram o som de “Moonwalk” em outro, com
o refrão “They don’t care about us ?”. Joel Santanês orientava a todos a permanecerem
tocando suas vuvuzelas.



- Maiko Jequisson. You have razon. Eles não ligam para gente. Thanks Maikou, por help us
a tentar take o bigodudo of Senado.



Neste exato momento, o senador desiste e renuncia ao seu cargo.



Delírio? Nem tão surreal perto dos escândalos escabrosos.






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TOP PANANANANANANA JUN/09



1 - Love story - TAYLOR SWIFT ( - )


2 - Beautiful - AKON ( - )


3 - Sutilmente - SKANK ( - )


4 - Falling in love - MC FLY ( 1 )


5 - Mais uma vez - MARISA MONTE ( - )


6 - Na veia - MC NALDO ( 12 )


7 - Mad - NEYO ( 3)


8 - Bailão - MC BRUNINHA ( - )


9 - Viva la vida - COLDPLAY ( 14 )


10 - Miss independent - NEYO ( 13 )


11 - Do ya - MC FLY ( - )


12 - Everywhere - MASTER BLASTER ( - )


13 - Heal- BEYONCE( - )


14 - Súplica Cearense - O RAPPA ( 2 )


15 - Right now - AKON - ( 4)


16 - Búfalo Bill - MC Bolinho e Bill ( - )


17 - Don't stop till get enough - MICHAEL JACKSON ( - )






Sábado, Junho 13, 2009
 

 








JORNAL FAMILY




Novidade do blog, com personagens conhecidos, com novos
nomes em forma de pseudônimos e algumas histórias registradas,sempre em forma de
perífrase e que, provavelmente, já viraram notícia antecipadamente.



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OSSOS DO ORIFÍCIO



Dizem que todo funcionário “carrega sua cruz” nas suas atividades diárias
profissionais: Médico e seus pacientes; Professores e seus alunos; Advogados
e seus clientes. São os chamados ossos do ofício. Quando se trata dos
peladeiros de plantão não é diferente, sendo que estes profissionais de fim
de semana estão intimamente associados aos tombos levados durante as partidas.

Certo dia, rolava um tradicional “Der Minutos ou dor gol” num gramado sintético
em Jacarepaguá. Na equipe que aguardava ao lado de fora estava presente
Sr. Beriqeller, que observava uma desinteressante partida entre o time de
Panananana contra o atacante Zeh Tapinha, que acabara de perder um gol improvável.

Em certo momento, um lance inusitado marcaria o sonolento jogo, culminando
com a habitual risada convulsiva do espectador Beriqeller. Um componente da
equipe de Panananana, fã de marchinhas carnavalescas, desequilibrou-se após
uma tentativa de alcançar um passe praticamente perdido. Ao cair sentado no
gramado, o jogador emitiu uma seqüência de gritos urrantes, como se tivesse
pronunciando a última vogal do alfabeto seguidas vezes. O incidente interrompeu
a partida de forma irreversível, uma vez que todos os jogadores presentes e as
equipes que aguardavam o fim do jogo divertiam-se com a cena observada por Sr. Beriqeller.

O próprio protagonista do raro incidente também ria à medida que as dores provocadas
no osso localizado entre a região lombar e retal diminuíam.
Sem dúvida, OSSOS DO ORIFÍCIO. Em seguida, prossegui-se com o jogo.




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URSO BABIROA, NO SÉCULO XXII




No longínquo deserto do Saara um urso polar vagava solitário. Tentava descobrir como havia
parado naquela imensidão de areia que se estendia pelo caminho pelo qual percorria com um
ferimento doloroso na unha de seu pé direito. Sob o sol escaldante avistou um mago, que
realizava experiências químicas em tubos de ensaios e trajava um capuz roxo que lhe escondia
o rosto.

- Aposto que o meu amigo está se questionando o motivo de seu paradeiro inexplicável
– comentou o mago ao perceber o urso que se dirigia com várias interrogações estampadas
na testa – Como se chama?

- Meu nome é Babiroa. Só me lembro de estar hibernando na minha caverna.
Sentindo um calor insuportável, acordei e deparei-me com esse ambiente
totalmente contrário ao meu habitat natural. Além disso, minha unha está muito dolorida.
Não sei o que me aconteceu.

- Babiroa, preste atenção ao que lhe transmitirei. Inacreditavelmente, você permanece no
Pólo Norte. Você hibernou bastante e já estamos no ano de 2137.


- 2137? – Interrompeu o urso, espantado com a descoberta.

- Exatamente! Veja a que ponto chegaram os efeitos nocivos provocados pelos danos
ambientais no nosso planeta – Prosseguiu o sereno mago, que depositou seus tubos
de ensaio no chão e levou as mãos à cabeça em um gesto com a intenção de retirar
seu capuz.

- O que você está fazendo aqui?!! – Surpreendeu-se Babiroa, ao reconhecer o rosto
que se encontrava até então oculto atrás do capuz.

- Surpreso? Sou eu sim, Tortugo. Minha semelhança com meu pai deve ter-lhe feito
recordar-se da forma como o devorou em 2010. As tartarugas vivem por muito tempo.
Esperei muito por este dia.


- Agora entendo a minha unha ferida. Você está querendo se vingar de mim. Sabendo
que não há água nesse ambiente inóspito em que o Pólo Norte se transformou, sangrarei
sem poder lavar meu ferimento – esbravejou o urso Babiroa.


- Engano seu. Estou aqui para ajudá-lo. Não guardo rancor. Estou aqui para lhe propor um
acordo. Juntos, podemos salvar o mundo e reverter este quadro ambiental atual – proferiu
serenamente Tortugo – A chave está na sua unha ferida. Pesquisas minhas durantes todos
estes anos indicaram que esta inflamação que lhe aflige concentra toda a energia que transformou
completamente esta região. Ao curá-lo, o Pólo Norte voltará a produzir aquele seu frio preferido, Babiroa.


- Diga-me o que precisa ser feito e cumpriremos esta missão – tornou o urso em tom ansioso.







O CACTO TRICOLOR


- Você precisa encontrar um cacto tricolor, denominado Frevilus, do qual você
extrairá o décimo sétimo espinho da parte de cor lilás. Atenção. Precisa ser
a região lilás. As partes de cores verde e abóbora deste cacto não surtem o
efeito desejado – Completou a tartaruga anciã.

- Onde encontro este cacto?

- Existe uma região de areia montanhosa cujo formato lembra um guarda-chuva.
Próximo ao cabo do guarda-chuva localiza-se o tão desejado cacto.

- Partirei já!! – Informou Babiroa em tom de despedida – Até mais, Tortugo.
Conseguirei o espinho.

O urso Babiroa percorreu solitariamente por horas e somente a areia fervendo sob
seus pés fazia parte da paisagem. Exausto e a ponto de desistir, o pesado
mamífero se dispôs a descansar e aproveitou para utilizar uma pedra como travesseiro.

- Alto lá! – disse a voz pela qual Babiroa, levantando assustado, procurava insistentemente.

- Sou lerdo, mas me confundir com uma pedra é o cúmulo. Meu nome é Alvarenga,
o caracol ancião.

O urso nota um caracol acinzentado cujos olhos esbugalhados denunciavam que seu
sono havia sido interrompido inadvertidamente.

- Mil desculpas, companheiro. È que estou há horas em vão em busca de um cacto especial.

- Um cacto verde, abóbora e lilás? – Esnobou Alvarenga.

- Exatamente. Sabe onde posso encontrá-lo? – Inquiriu o urso com ansiedade.

- Claro. Passei ainda agora por lá. Faz uns sete anos.

- Sete anos? – Indagou Babiroa apavorado.

- He he. Tratando-se de uma lesma como eu, leva muito tempo. Mas acredito
que você chegue lá em uns quarenta minutos. São dois quilômetros em frente
e mais três à direita. Boa caminhada.

O urso despediu-se e após o tempo precisado pelo caracol surgia a montanha de
areia em forma de guarda-chuva. Babiroa procurou pela parte da montanha semelhante
a um cabo de guarda-chuva e finalmente encontrou o almejado cacto tricolor. Localizou
a região lilás, conforme recomendação da tartaruga, e, por fim, extraiu o décimo sétimo
espinho. Surpreendentemente, ao executar o movimento de extração do espinho, o céu
se transformou como num passe de mágica e, em poucos minutos, o ar quente e a areia
do deserto foram dando lugar ao vento gelado e as geleiras típicas do Pólo Norte.

Assim que o habitat natural do urso se restabelecia, a tartaruga Tortugo ressurge em
frente à Babiroa, que ainda mantinha o poderoso espinho em suas mãos.
- Belo trabalho. Com licença! – Elogiou Tortugo enquanto retirava educadamente o
espinho das mãos do urso. – Permita-me espetar a sua unha ferida com isto, Babiroa.









O REENCONTRO



O urso concordou e a tartaruga aproximou-se do pé grande e branco, atingindo um ponto
central do ferimento da unha de Babiroa. Curiosamente, a espetada não doeu. Contudo,
o mais surpreendente de tudo veio a seguir. Abriu-se uma fenda no pé do urso, por onde
o pai de Tortugo reapareceu calorosamente.
.
- Meu filho. Há quanto tempo!!!!! – Emocionou-se a tartaruga-pai.

- Eu sabia que conseguiria. Desde aquele dia que o urso Babiroa ingeriu o senhor,
pesquisei anos a fio em busca de um método que pudesse trazê-lo de volta. Assim,
descobri que os danos ambientais resultariam na transformação do Pólo Norte em deserto.
Os estudos mencionavam este poderoso cacto que seria o único meio de reversão do meio ambiente.
– Entusiasmou-se Tortugo – O urso Babiroa era a pessoa certa para recuperar o cacto,
pois hibernou logo após ter ingerido você pai. Os estudos diziam que somente um ser que
não se lembrasse das radicais mudanças poderiam ser úteis na reversão.

- Agora tudo se encaixa – Interveio Babiroa – Desculpe ter devorado o senhor, Seu Epaminondas.
Precisava armazenar gordura para meu período de hibernação.

Após os cumprimentos gerais, Babiroa comentou:

- Vamos ao meu iglu! Está sendo transmitido Tartarugópolis e Urso Polar,
na Pólo Norte TV, com narração de Gavião Budaeno.

Assim, os três animais recolheram-se em paz para o iglu, que um dia fez parte da
coleção de um deputado que fez fama décadas atrás, que se iniciou por um castelo.


Sábado, Maio 23, 2009
 

 






JORNAL FAMILY




Novidade do blog, com personagens conhecidos, com novos
nomes em forma de pseudônimos e algumas histórias registradas,sempre em forma de
perífrase e que, provavelmente, já viraram notícia antecipadamente.



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CARA DE UM, FOCINHO DO OUTRO. OUTRO?


Um almoço corriqueiro se finalizava na sala de uma casa de veraneio, na rua em
frente ao tradicional Supermercado Garcia, substituído atualmente pelo promissor
Mercado Tinoco. Bolachudo,Pequenino,Panananana,Sr Beriqeller, Guri e Kovin
estavam sentados à mesa. Bolachudo ainda não ostentava sua famosa peruca-repolho
em sua cabeça. Este apelido era exclusividade de TW, tia-avó da família, cuja miopia
acentuada protagonizava diversas histórias cômicas. Quando as últimas garfadas
se encerravam, eis que esta senhora surge na sala e comenta:


"Hum. Já sei com quem o Bolachudo parece?"


Todos os presentes se entreolharam com cumplicidade, uma vez que o histórico de
comparações de TW se caracterizavam por serem inimagináveis. O silêncio provisório
que dominava o grupo que aguardava curioso por uma pérola foi rompido por Pequenino,
que indagou:


"Quem?"


" Parece com aquela da novela... a Kamila Pitangga", declarou a tia-avó.








Todos esperevam por um ator ou outro famoso qualquer, mas a revelação inesperada
de TW comparando Bolachudo com Kamila Pitangga provocou risadas generalizadas.
Como alguns terminavam ainda de mastigar o fim do almoço, quase houve engasgos
em série também.



"Mas parece sim", explicava Tw, que também se divertia com as risadas de todos.


E a partir desse dia, quando a famosa atriz participa de uma novela ou seriado, este
caso da comparação inusitada é relembrado frequentemente.




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DEPUTADO SINCERO




Ainda não é tarde para se "parabenizar" uma das raras espécimes de deputados sinceros
existentes na atual cúpula no Poder Legislativo. O que o deputado Sérgio Imorais possui
de sinceridade triplica quando se trata de canalhice. Quando afirma que está se lixando
para a opinião pública, este filho-de-putado, relator do processo que investiga um outro
colega que comprou um castelo, expõe uma sinceridade que muitos outros ocultam ao
proferirem discursos moralistas que contradizem suas atitudes. Quando alguém compra
uma mansão de 5 milhões ou um castelo com verba pública incorre na atitude de se
lixar para quem declara imposto de renda honestamente. E quem, com a carteira vencida
por diversas multas por excesso de velocidade, consegue o disparate de vitimar
fatalmente duas pessoas, dirigindo um veículo a 190 km/h? Também está se lixando
para as regras do trânsito? Claro que está.








Enquanto o nobilíssimo deputado se encontra com a lixa nas mãos, outros
se perpertuam no plenário às custas do voto de todos nós que esquecemos
destes escândalos e os transformamos, no máximo, em piada de festas e
de repartições. Cabe, finalmente,lembrar que um percentual significativo destes
brilhantes representantes do povo detém um patrimônio suntuoso, donos de
negócios milionários. Por que se interessariam em receber "apenas" R$12.000,00?
E líquidos, haja visto a penca de mordomias que os sustentam: Auxílio-passagem,
auxílio-paletó, auxílio-selo,auxílio-telefone,etc. Assim, podem legislar em
causa própria, segundo seus próprios interesses. Muitos de nós sabem disso. E, sinceramente, como muitos deles estão se
lixando para a opinião pública,este blog não corre tanto risco de censura.




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TOP PANANANANANANA MAI/09




1 - Falling in love - MC FLY ( 10 )


2 - Súplica Cearense - O RAPPA ( 8 )


3 - Mad - NEYO ( 11 )


4 - Right now - AKON - ( 14 )


5 - Stepping stone - DUFFY ( - )


6 - I don't know why - MOONY ( 13 )


7 - I'm yours - JASON NARS ( 2 )


8 - Vem andar comigo - JOTA QUEST ( - )


9 - Meu mundo é o barro - O RAPPA ( 1 )


10 - A casa caiu - STRIKE ( 17 )


11 - Tudo passa - NX ZERO e TULIO DEK ( 4 )


12 - Na veia - MC NALDO ( - )


13 - Miss independent - NEYO ( - )


14 - Viva la vida - COLDPLAY ( - )


15 - If I were a boy - BEYONCE ( 3 )


16 - Miles away - MADONNA ( 7 )


17 - Just dance - Lady Gaga( 12 )


Domingo, Maio 03, 2009
 

 






JORNAL FAMILY




Novidade do blog, com personagens conhecidos, com novos
nomes e algumas histórias registradas,sempre em forma de
perífrase e que, provavelmente, já viraram notícia antecipadamente.



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O CURIOSO CASO DE PHILIP PÉRUCON




Muitos já devem ter ouvido falar do premiado filme “O curioso caso de Benjamin Buton”, estrelado por Brad Pitt, cuja história
se sustenta numa fábula onde o personagem principal nasce velho e rejuvenesce com o passar do tempo. Contudo, antes do
diretor sequer ter pensado nesta superprodução, um acontecimento indubitavelmente inusitado proporcionou uma memorável
seqüência de acontecimentos cômicos: O caso de Philip Perucon.

A madrugada se aproximava e um grupo de jovens relatava, como de costume, os recentes episódios ocorridos durante a micareta
festejada em um bairro nobre da Zona Oeste da cidade calamitosa. Este tipo de evento, frequentemente realizado em amplas áreas
descobertas, exceto os lugares destinados aos camarotes e afins, havia sido castigado, por boa parte do seu tempo de duração, por
uma tempestade excepcional, daquelas que os jornais divulgam no dia seguinte que a quantidade de chuva equivale à previsão de todo
o mês. Evidente que ninguém arredou pé do local até o final do evento, o que resultou em roupas completamente encharcadas de todos
os participantes.

Acomodados na varanda da casa de Sr. Beriqeller, que havia aberto o portão recentemente para a chegada do grupo que dormiria em sua
casa, cada um discorria alegremente as situações vividas na micareta aquática. Tudo se comportava como de hábito até o momento em
que Philip Perucon resolve retirar do seu pé o guerreiro par de tênis. Todos os presentes na varanda (Beriqeller, Coelhinho, Sequelivro,
Guiantonelli, Panananana e Chapex) entreolharam-se curiosamente e convergiram os olhos para a cena mais inesperada daquele dia:
As meias de Perucon, inexplicavelmente, encontravam-se completamente azuis.

Gargalhadas enrustidas ameaçavam o local enquanto Perucon retirava as meias quando outra novidade se fez presente: Os seus pés
também estavam surpreendentemente azulados, dando vazão completa à vontade irresistível de risada do grupo, que se reforçou com
a explicação do menino com o pé azul:

- Pô. Minha mãe pintou o tênis com tinta azul. Deve ter derretido tudo naquela chuva da micareta!!!

Quando não se pode esperar mais nada, aí que é realmente algo acontece. Chapex escorregou de leve no piso da varanda durante as
risadas eufóricas e se estatelou no chão, prolongando ainda mais o ruído do grupo. Como estava cansado, não levantou do tombo e
adormeceu imediatamente, culminando na convulsiva e silenciosa risada de Beriqeller e na estridente gargalhada de Pananananana.
Após cessarem os ânimos todos se recolheram para a casa de Beriqeller, exceto Chapex, que, não fosse a sensatez do grupo, teria
passado a noite cochilando na varanda.










SANGUE AZUL?





Perucon aguardava sua vez de realizar um exame de sangue na sala de atendimento de uma clínica em Cascamole.
Pananananana, que dormira na noite anterior em sua casa, acompanhavo-o. Havia uma semana que ocorrera a micareta
e seus pés, incrivelmente, ainda permaneciam azulados, mesmo após as constantes tentativas de limpá-los.
A enfermeira chamou Perucon e ele se dirigiu à sala para realizar o exame, enquanto Panananana esperava na sala ao lado.
Passado algum tempo, vi a enfermeira percorrer o corredor em busca de um médico, que apareceu logo depois se encaminhando
ao local onde Perucon colhia sangue. Alguns minutos depois, Perucon me reencontra na sala de atendimento, pressionando
um algodão em cada braço. Antes de eu perguntá-lo o motivo da demora, ele se antecipa e explica:

- Uahuahuah!!! Eu estava nervoso, balançando a perna quando ia tirar sangue e a moça errou a veia. Quando ela viu que meu
pé estava azul, achou que eu estivesse passando mal e chamou logo um médico. Então, eles furaram o outro braço e colheram
sangue normalmente. Uahuahuahuah!!!! Nunca antes na história deste país um pé protagonizou histórias tão irreverentes.




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A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM




Janeiro de algum verão típico dos últimos anos. Rolava a famosa pelada do time que permaneceu durante muito tempo invencível:

Ieieh, agarrando no gol; Analias compondo a entrosada zaga com Vodcane, Coelhinho e o repórter Marcio Ghommes;o restante
da equipe formada por Pequenino, Bolachudo, Budhahh,Kobrakan, Chapex,Sr. Beriqeller e Panananana.Habitualmente, o time adversário
era composto por uma mescla de habitantes da região, Boneco de Olinda, Churrasqueiro Barbudo, Xikin e demais convidados.

O palco dos pelames, conhecido como Rodolphão, a cada dia mais esburacado, poderia facilmente, nos dias de hoje, ter o ilustre João Buracão como
torcedor-símbolo. Diversas histórias fizeram parte destas memoráveis disputas. Em uma delas, há algum tempo, Pananananana e Sr. Beriqeller integravam
o meio-campo do mesmo time quando, ao pisar em uma farpa ou algo semelhante, Pananananana deixa a partida, impossibilitado de correr firmemente.
Beriqeller já começava a exibir a sua costumeira risada silenciosa, dando palmadas na sua própria coxa, após ouvir o som hilário e gutural ecoado
da garganta do jogador lesionado.

O clássico iguabbense continuava se desenrolando enquanto o jogador retornava à sua casa dirigindo o carro emprestado de Analias.
Quando o iminente jargão que finalizava estas partidas se aproximava - "Quem fizer, ganha" - e a noite caía, eis que irrompe, no campo visivelmente
escurecido, um vulto desenvolvendo um movimento que misturava uma pessoa que mancava e corria ao mesmo tempo e gritava euforicamente :

"Voltei, voltei, voltei"

Depois de quase meia hora e praticamente noite, Panananana retorna ao Rodolphão, com uma atadura no pé com que há pouco pisara numa farpa,
acabando de vez com o jogo que já se encaminhava irreversivelmente para o final. Sr. Beriqeller, que ainda permanecia em campo, ria convulsivamente,
desfalcando ainda mais a equipe que já sentira o baque após a substituição de Chapex para o súbito retorno de Painanananana.






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TOP PANANANANANANA ABR/09




1 - Meu mundo é o barro - O RAPPA ( 1 )


2 - I'm yours - JASON NARS ( 5 )


3 - If I were a boy - BEYONCE ( - )


4 - Tudo passa - NX ZERO e TULIO DEK ( - )


5 - Hot and cold - KATE PERRY ( 3 )


6 - Desabafo - MARCELO D2 ( 9 )


7 - Miles away - MADONNA ( 7 )


8 - Súplica Cearense - O RAPPA ( 14 )


9 - Cadê Dalila - IVETE SANGALO ( 15 )


10 - Falling in love - MAC FLY ( - )


11 - Mad - NEYO ( - )


12 - Just dance - Cardinal ( 4 )


13 - I don't know why - MOONY ( 13 )


14 - Right now - AKON - ( 17)


15 - A lhe esperar - PARALAMAS DO SUCESSO ( - )


16 - Verdades do mundo - DETONAUTAS ( 2 )


17 - A casa caiu - STRIKE ( - )





Quinta-feira, Abril 09, 2009
 

 








JORNAL FAMILY




Novidade do blog, com personagens conhecidos, com novos
nomes e algumas histórias registradas,sempre em forma de
perífrase e que, provavelmente, já viraram notícia antecipadamente.



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ENSINAMENTOS DE BUDDHA



Muitos habitantes são adeptos do Budismo, mistura de religião e filosofia orientais que acompanha os ensinamentos de Buda,
com o objetivo de alcançar um crescimento espiritual. Enquanto isso, do outro lado do mundo, uma outra filosofia vem se
implantando firmemente: A consolidação das eternas piadas de duplo sentido, propagadas pelo homônimo Buddha, a qual
chamamos de Buddhismo.












OXO




Buddha é o responsável pela criação do neologismo OXO (Leia-se Ôcho). Em português claro, que porra é essa? Simplesmente, a leitura
do placar de uma partida de futebol em que nenhum dos dois times tenha marcado gols. Assim, o jogo continua zero a
zero ( 0 x 0 ). Porém, brilhantemente, o criador do Buddhismo, adaptou a leitura do placar, transformando o algarismo "0"
para a letra "o", resumindo o placar para OXO.

"Quanto tá o jogo?"

"Tá OXO.Hehehe"




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ÓCULOS E ÓSCULOS




O título parece um trava-línguas, mas não é. Ósculo, para quem não sabe, significa beijo.

Certo dia ensolarado, durante o verão de uma cidade em que ainda não havia o supermercado Tinoco, alguém que já se aventurava
na preparação do seu famoso limão com vodca, apreciava a lagoa da cidade, em sua cadeira de praia. No local, repleto de turistas na areia e
na outrora água cristalina de sua lagoa, algo ocorre para agitar de montão a calmaria habitual.

Uma senhora, que ainda não usava seus binóculos, avistou de dentro d’água, seu sobrinho apreciador de vodca, na areia.
Desprovida também de seus óculos para miopia, saiu da água e caminhou eufórica em direção ao rapaz que avistou.
Ao chegar mais perto, começou a repetir, entusiasmadamente:



“Xuxureta, xuxureta”



A senhora, que já havia abraçado o rapaz, já estava prestes a beijar seu rosto, quando, em meio ao alvoroço
que se formava, uma voz se destacou dizendo em tom de gozação:



“Ô Milma, eu tou aqui, pô”.



A falta dos óculos fez com que a senhora quase desse um ósculo no rapaz que parecia com Vodcane,
na época em que ainda cultivava seu bigode.





Domingo, Março 29, 2009
 

 






JORNAL FAMILY




Novidade do blog com personagens conhecidos com novos
nomes e algumas histórias registradas,sempre em forma de
perífrase e que, provavelmente, já viraram notícia antecipadamente.



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TRAFICANTES DE JILÓ




Você já ouviu falar em traficante de jiló? Provavelmente não se tem registro de tal fato. Já parou para pensar por quê?
São raras as pessoas que preferem este vegetal de gosto amargo a outras opções disponíveis no seu cardápio nacional.
Como são poucos os consumidores deste alimento, torna-se bastante óbvio que ninguém se interessaria em
vendê-los ilicitamente, pois não haveria compradores.

Enquanto isso, vivemos reclamando da onipresente violência urbana, provocada pelos confrontos entre facções rivais
lutando pelo controle do comércio de drogas ilícitas. Qual a relação deste fato com o jiló? Estas substâncias, ao contrário
do rejeitado alimento, são consumidas largamente por inúmeros habitantes destas mesmas cidades assoladas por estas
intermináveis guerras. Se há alguém comprando, há alguém vendendo. E quem vende, não quer perder seu lucro.
Para evitar a perda da lucratividade, a tendência é proteger o negócio,o que resulta nos famigerados confrontos.

Entretanto, não se precisava disparar tantos tiros para coibir essa prática violenta. Ainda mais com o agravante de que
muitos deles acabam por ferir inocentes. Se a raiz do problema fosse combatida, certamente ele seria minimizado, ou,
quem sabe, extinto, o que seria uma sonhada utopia. Cada vez que alguém adquire e consome estas drogas ilegais,
mantém ativo este mercado, cuja "cadeia produtiva" se ramifica por diversos setores da sociedade. Só que, quando uma
economia perde um elo da corrente, desencadeia-se um efeito dominó que acarreta, em longo prazo, um desmantelamento
de toda a sua estrutura.

Para bom entendedor, meia palavra basta. Portanto, sempre quando ouvir alguém comentando que detesta jiló, lembre-se
de que, se ele fosse consumido em larga escala e causasse a mesma dependência química das drogas, provavelmente
presenciaríamos manchetes do tipo: "Apreensão de 10 kg de jiló na divisa entre São Paulo e Paraná". Já imaginou?





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POR TRÁS DOS PANOS




Lembram o Analias? A memorável imitação que mistura o Ananias, personagem dos Tlapalhões, com o cantor de funk do Rap da Cidade Altta?
A última aparição pública de que se tem notícia reside há alguns anos, em uma terça-feira de Carnaval, na cidade do famoso Supermercado Tinoco.
A pedidos do grupo que aproveitava o último dia de folia, o palco se armou, acordando quem estivesse dormindo: As luzes do quarto
se apagaram, para que o personagem fosse preparado. Enquanto isso, Pananananana, Capitão Beriqeller, Kobrakan,Chapex, Peruquex,
Guicloneantonelli, Sequelapa e Irannildo aguardavam ansiosamente a apresentação de Analias. Coelhinho operava como assistente e,
ao se reacenderem as luzes, um pano escondia o anão mais esperado da noite. Foi quando se ouviu,
com a voz característica do dublê do MC, o anúncio, POR TRÁS DOS PANOS:

"Tcham, tcham, tcham tcham............."
"Com vocês......... Analias"


E cai o pano.........

"Tutuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu."
"Hihihihihihihihihihihihihihi"
"Paf!Paf!Paf!Paf!

As gargalhadas eram geral. Cada qual da sua maneira: O Tututuuuuuuu de Painananana; O Hinhinhin de Kobrakan;
os tapas no colchonete de Capitão Beriqeller, que ainda realizava um movimento semelhante ao brinquedo "Barca Vicking",
existente em vários parques de diversão; Iranildo quase que vomita de tanto rir. Risadas generalizadas, enquanto Analias
se mostrava impagável sobre seu tênis, virado ao contrário assim como seu boné,debruçando-se para um lado e para o outro,
e cantando com sua careta peculiar.

Esta imitação indescritível foi interrompida pelo som dos passos de um churrasqueiro barbudo: Um esporro estava por vir.

"Pô. São quatro horas da manhã. Vocês não sabem viver numa comunidADE?"

E Chapex, tentando contornar a situação, diz:

"Pô...."

"Pô, o cacETE

Agora, sem poder rir, todos os travesseiros, tiveram que ser mordidos, para abafar as gargalhadas enrustidas.





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TOP PANANANANANANA MAR/09




1 - Meu mundo é o barro - O RAPPA ( 1 )


2 - Verdades do mundo - DETONAUTAS ( 2 )


3 - Hot and cold - KATE PERRY ( 15 )


4 - Just dance - Cardinal ( 10 )


5 - I'm yours - JASON NARS ( 6 )


6 - So what - PINK ( 16 )


7 - Miles away - MADONNA ( - )


8 - Beijar na boca - CLÁUDIA LEITE ( - )


9 - Desabafo - MARCELO D2 ( 9 )


10 - Pense em mim - DARWIN ( 7 )


11 - Viva la vida - COLDPLAY ( - )


12 - Keep on rising - IAN CAREY ( 3 )


13 - I don't know why - MOONY ( - )


14 - Súplica Cearense - O RAPPA ( - )


15 - Cadê Dalila - IVETE SANGALO ( - )


16 - Disturbia - RHIANNA ( 8 )


17 - Right now - AKON - ( 13 )


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Layout by Déia * Anjinha